segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Textos de Içami Tiba

Tarefa de casa!
  • Comunique-se positivamente. Ninguém gosta de ser avaliado constantemente.
  • Use afirmações reflexivas e solidárias.
  • Ajude o adolescente a explorar as alternativas.
  • Adolescente deve ter deveres, que não devem ser premiados quando cumpridos. São obrigações, não favores.
  • Converse sobre trivialidades, compartilhe experiências.
  • Cumpra o combinado.
  • Estimule-os a se sentirem úteis. Delegue funções.
  • Estudar é obrigação. Se vai mal na escola, perde todas as regalias.
  • Não deprecie o adolescente. Elogie sempre que uma boa oportunidade aparecer.
  • Adolescentes e pais aprendem os hábitos de cada um.
  • 0 pai superprotetor diminui as oportunidades de aprendizagem do filho.

Muitos pais evitam o sofrimento e a frustração do filho, acreditando que favorecem a formação deles. Que prejuízo isso pode acarretar no futuro?

Se a gente faz pelo filho o que ele tem que fazer, estamos deixando-o 'aleijado', e no futuro ele não vai render o quanto poderia. Esse filho pode se tornar uma pessoa sem iniciativa que, além de ficar esperando que os outros façam as coisas por ele, também quer mandar. Os pais devem se tornar educadores, fazendo do filho um cidadão ético e não uma pessoa mimada e dependente.

Castigo resolve?

Eles têm que arcar com as conseqüências: sujou tem que limpar, tirou brinquedo do lugar tem que guardar. O que não adianta é dar umas palmadas, pois depois o filho adolescente bate no pai, que tem vergonha de dizer isso aos outros. Muitos pais estão apanhando moralmente do filho, porque eles deixaram a tirania crescer e não tiveram a autoridade suficiente para educar.

E o papel da escola, como fica?

Se os pais acompanharem a vida escolar do filho, melhor será o estudante. O grande erro é o fato de muitos pais soltarem a educação em casa, achando que a escola vai educar. A criança educada em casa aproveita melhor a escola. Já os educadores precisam orientar os pais, que, muitas vezes, são contra a escola. Mas como eles podem ser contrários à escola que ensina o filho deles? Tem pais que querem mudar o mundo para que o filho seja do jeito que é, mas o mundo não vai mudar. É a pessoa que tem de se adaptar ao mundo. Na escola também tem que haver regras, por isso se fala em disciplina, em cidadania escolar. É preciso que escola e família eduquem junto à criança, o que chamamos de educação a seis mãos.
A importância do planejamento financeiro para os estudos e suas conseqüências

O que mais nos atinge diretamente é o que acontece no nosso pequeno mundo do dia-a-dia. Ele faz parte do planeta Terra, cujos fenômenos naturais escapam dos humanos, como as estações do ano, o dia e a noite, condições climáticas, terremotos, entre outros.

Nós, os humanos, somos por enquanto os únicos seres pensantes que acabamos interferindo nas condições naturais da Terra. O efeito estufa é um resultado produzido pelo próprio homem e atingirá todos os seres vivos. Estamos empenhados em combatê-lo, mas, para isso, é preciso um planejamento estratégico para a recuperação e a preservação do planeta.

Uma família também precisa de um bom planejamento econômico. O resumo é bem simples: melhora as finanças quem ganha mais do que gasta, ou seja, para sobreviver dignamente é preciso gastar menos e não apenas ganhar mais.

Uma das maneiras de gastar menos é evitar o desperdício. E para quem vive em um equilíbrio precário entre ganhos e gastos, uma repetência escolar pode representar uma estufa financeira.

Se um filho estuda em escola pública é porque a situação financeira da família é precária e, portanto, a compra de material escolar, o tempo dedicado à escola e todos os outros gastos indiretos com a educação podem desequilibrar o orçamento. Todos sofrem pela falta de dedicação de um.

É como o efeito estufa: ninguém é rico o suficiente para ignorar os valores de vida que se desgastam com uma reprovação. Isso sem contar com os prejuízos causados pelos alunos aprovados sem aprender. É o futuro de todos (filhos, pais, país, planeta) que está em jogo. Alguém consegue calcular os desperdícios durante tantos anos de estudos e o desgaste familiar para concluir um profissional sem competência para sê-lo?

Faça um planejamento para o estudo dos seus filhos

É absolutamente necessário que as famílias façam um planejamento econômico para os estudos dos filhos. Sob este ponto de vista, fica proibida a repetência escolar. Esse planejamento deve ser estruturado da seguinte maneira:

Objetivo: organizar os estudos para ser aprovado.

Estratégia: tirar notas boas em cada prova.

Ações preventivas: se tirar notas baixas, o filho terá de ser supervisionado e deverá dedicar um tempo previamente combinado com os pais para estudar todos os dias e não somente às vésperas das provas. É importante dividir a matéria para que o filho cumpra a meta diária.

Cobrança dos pais: cobrar os estudos diariamente. O combinado deve ser cumprido por ambas as partes. Caso o filho não consiga explicar com as suas palavras o que estudou é porque decorou e ''decoreba não é aprendizado''.

Custo do filho: é necessário se empenhar para aprender. O filho não poderá partir para a diversão enquanto não cumprir o combinado.

Conseqüências: assim como um contrato, devem ser combinadas previamente. Há pais que querem cobrar dos repetentes os prejuízos financeiros causados, já que não há como ressarcir outros danos. Escrever uma lista das despesas gastas com o repetente durante um ano pode ser bastante educativo se ele realmente sentir o prejuízo causado. Há repetentes que têm de saldar a dívida para aprender. Os pais não podem negligenciar esse prejuízo.

Lucro: além do financeiro, o filho capacita-se para ganhar mais a cada diploma conquistado. O maior lucro está em adquirir a sabedoria de querer aprender sempre.

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