Avaliação
em educação.
O
que a escola pode fazer para melhorar seus resultados?
Maria
do Carmo Brant
Quanto
a escola contribui para a educação?
Os
resultados do SAEB –59% das crianças nas 4as séries não sabem
ler.
Os
resultados do PISA realizado em 2003, mostram que 50% dos avaliados
estão abaixo do nível 1 de proficiência.
O
INAF 2001-9% da população, entre 15 e 64 anos, está em situação
de analfabetismo absoluto;
31%
consegue apenas localizar informações em textos curtos;
34%
localiza informações em textos de extensão média;
26%
é capaz de ir além da localização de informações, comparando
partes do mesmo texto ou textos diferentes entre si, realizando
inferências e sínteses.
Ainda
não criamos um meio de devolver os resultados avaliativos para a
ponta do sistema e para as comunidades.
Pela
ausência deste processo devolutivo, é possível inferir que os
dados avaliativos
não
são apropriados pelos professores, pela escola, pelos alunos e pela
comunidade, comprometendo-os a alterar o status quo do baixo
rendimento escolar das crianças e adolescentes brasileiros.
Não
fazem recomendações, ou melhor, não mobilizam estratégias para
operar mudanças nesse quadro desalentador. Também não mapeiam
alterações significativas que já ocorrem na gestão em alguns
municípios e escolas.
No
entanto, é possível potencializar o efeito-escola quando a
instituição é capaz de se unir à família e à comunidade.
O
efeito-escola é expressivo porque elas têm equipes docentes
estáveis, projetos pedagógicos duradouros (contínuos), apostam no
aluno e, por fim, mantêm estreita relação com as comunidades,
realizando aquilo que mais se almeja: uma comunidade de aprendizagem.
Alguns
países da América Latina querem também trabalhar com a parceria
escola-ONG, criando outros espaços de aprendizagem para compor um
tipo de articulação e complementaridade que contemple a
diversidade, a heterogeneidade de seus alunos.
No
Brasil procurando uma articulação maior entre ONGs e escolas para
garantir uma jornada integral de educação.
Todos
reconhecem que a expansão do horário escolar, desejada e indicada
pelo Plano Nacional de Educação, não é tão fácil de se
implantar. Para isso, seria recomendável se fazer uma composição
com as demais políticas sociais públicas e superar este mar de
setorização.
A
educação vai melhorar se for compreendida em sua dimensão
multidimensional e, portanto, se for articulada e integrada a um
projeto de política social mais ampla, com metas claras
para
o desenvolvimento do cidadão brasileiro.
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