segunda-feira, 17 de março de 2014

Avaliação em educação

Avaliação em educação.
O que a escola pode fazer para melhorar seus resultados?
Maria do Carmo Brant

Quanto a escola contribui para a educação?
Os resultados do SAEB –59% das crianças nas 4as séries não sabem ler.
Os resultados do PISA realizado em 2003, mostram que 50% dos avaliados estão abaixo do nível 1 de proficiência.
O INAF 2001-9% da população, entre 15 e 64 anos, está em situação de analfabetismo absoluto;
31% consegue apenas localizar informações em textos curtos;
34% localiza informações em textos de extensão média;
26% é capaz de ir além da localização de informações, comparando partes do mesmo texto ou textos diferentes entre si, realizando inferências e sínteses.
Ainda não criamos um meio de devolver os resultados avaliativos para a ponta do sistema e para as comunidades.
Pela ausência deste processo devolutivo, é possível inferir que os dados avaliativos
não são apropriados pelos professores, pela escola, pelos alunos e pela comunidade, comprometendo-os a alterar o status quo do baixo rendimento escolar das crianças e adolescentes brasileiros.
Não fazem recomendações, ou melhor, não mobilizam estratégias para operar mudanças nesse quadro desalentador. Também não mapeiam alterações significativas que já ocorrem na gestão em alguns municípios e escolas.
No entanto, é possível potencializar o efeito-escola quando a instituição é capaz de se unir à família e à comunidade.
O efeito-escola é expressivo porque elas têm equipes docentes estáveis, projetos pedagógicos duradouros (contínuos), apostam no aluno e, por fim, mantêm estreita relação com as comunidades, realizando aquilo que mais se almeja: uma comunidade de aprendizagem.
Alguns países da América Latina querem também trabalhar com a parceria escola-ONG, criando outros espaços de aprendizagem para compor um tipo de articulação e complementaridade que contemple a diversidade, a heterogeneidade de seus alunos.
No Brasil procurando uma articulação maior entre ONGs e escolas para garantir uma jornada integral de educação.
Todos reconhecem que a expansão do horário escolar, desejada e indicada pelo Plano Nacional de Educação, não é tão fácil de se implantar. Para isso, seria recomendável se fazer uma composição com as demais políticas sociais públicas e superar este mar de setorização.
A educação vai melhorar se for compreendida em sua dimensão multidimensional e, portanto, se for articulada e integrada a um projeto de política social mais ampla, com metas claras

para o desenvolvimento do cidadão brasileiro.

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